sexta-feira, 25 de maio de 2018

Vadeia Sampa Mulheres da Garoa

por Julia Cruz
Mulher da Garoa



“Quem nunca viu a capoeira acontecer no Vadeia Sampa vai ver, no Vadeia Sampa vai ver” foi a canção que abriu o Vadeia Sampa Mulheres da Garoa na última sexta-feira, 18 de maio. O evento, que já é uma tradição na cidade de São Paulo, busca expressar a essência da capoeira paulista através do resgate da capoeira “vadiação”, desprendida de grupos ou camisas, simplesmente “vadiada”, “brincada”, mas sempre mantendo o caráter de resistência cultural que essa arte representa.
No entanto, essa 7ª edição foi especial, pois foi pela primeira vez organizada por mulheres capoeiristas, o Coletivo Mulheres da Garoa. Assim, o evento trouxe o olhar e a força da mulher na capoeira, resultado de um movimento que busca romper barreiras e preconceitos, ainda fortemente presentes no ambiente dessa arte, historicamente predominado pelo público masculino.
Capoeiristas de diversas partes de São Paulo, lideranças como contramestra Vermelha (Viviane G. Rodrigues), as professoras Raposa (Simone Rueda), Dani Cavalcante, Boca (Alessandra Braga), Aline Longui e Pollyana Felix, idealizadora do Mulheres da Garoa, e outras tantas capoeiristas, prepararam o evento durante os últimos meses, com ensaios e treinos, e proporcionaram momentos emocionantes.
Entre eles, a homenagem a três grandes mestras na capoeira paulista: mestra Mara, mestra Luana e mestra Ana Lucia Sarue, que receberam palavras de carinho e gratidão de alunas e afilhadas que as presentearam com uma placa entregue a cada uma durante o evento.
Outro momento foi, ainda na abertura, uma homenagem à cantora e compositora Dona Ivone Lara. Ao som da bateria de capoeira, a estagiária Claúdia Anhuma entoou clássicos da cantora, acompanhada de um coro forte e marcante do público presente.
O evento, realizado em parceria com o CDC CURTBALL, foi construído com o apoio dos mestres Cacá e Eduardo Rodrigues Negão, idealizador do Vadeia Sampa, entre outros que também apoiaram e estiveram presentes. Para Eduardo Negão, “neste dia, elas protagonizaram momentos memoráveis de tão especiais. Mais de 300 pessoas presentes, uma parte musical muito bem ensaiada com o timbre feminino que é sempre mais afinado, homenagens emocionantes, jogos em alto nível entre as mulheres e muito mais. Mas para mim, a grande lição e característica dessa 7ª edição do Vadeia Sampa foi a presença também de diversos mestres de capoeira e uma massa de capoeiristas homens, que vieram definitivamente apoiar, prestigiar e apoiar essa linda iniciativa das mulheres”.
“O Vadeia Sampa mulheres da garoa 2018 foi um marco na Capoeira Paulista”. “O momento da consagração das mulheres em um dos palcos mais respeitados da Capoeiragem, o Vadeia Sampa! O coletivo Mulheres da Garoa foi fundamental neste processo, da idealização à realização! Excelente trabalho”, completou mestre Cacá, do Zungu Capoeira.

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Financiamento coletivo

Outra forma de ajudar este coletivo é através do site de financiamento coletivo:

https://www.vakinha.com.br/vaquinha/mulheres-da-garoa

Entre agora e faça a sua doação!

domingo, 21 de janeiro de 2018

Fabiana Moreninha


Nome: Fabiana Benicio
Apelido na capoeira: Moreninha
Nascida: 21/07/1989
Graduada do Grupo Cadência - Mestre Eduardo Negão
Outra especialidade cultural além da capoeira: Não


Relação com a capoeira:
"A Capoeira é minha filosofia de vida!"

Porque está neste projeto:
"Conhecer e fazer novas amizades!"

Kathleen Keke


Nome: Kathleen Nitschke 
Apelido na capoeira: Keke
Nascida: 30/08/1996
Graduada do Grupo Cadência - Mestre Eduardo Negão
Outra especialidade cultural além da capoeira: Puxada de rede


Relação com a capoeira:
"Iniciei Capoeira aos dez (10) anos, e após o início nunca mais me afastei e a cada dia me apaixono mais por esta arte!"

Porque está neste projeto:
"O coletivo. Essa essência que nós mulheres temos torna tudo mais bonito quando trabalhamos juntas!"

Danieli Marquinha



Nome: Danieli Andrade Santos
Apelido na capoeira: Marquinha
Nascida: 29/10/1996
Estagiária do Grupo Filhos de Ghandi - Mestre Gildásio
Outra especialidade cultural além da capoeira: Samba de roda, Maculelê, Jongo e Dança afro


Relação com a capoeira:
"Meu pai é Formado do Mestre Dantas de Osasco, embora ele e minha mãe fossem separados, minha mãe sempre me contava histórias do meu pai na Capoeira, e eu pedi para fazer minha inscrição no centro comunitário Casa Mateus na cidade de Mauá, quando eu tinha oito (08) anos de idade, desde então treino Capoeira no mesmo grupo Filhos de Ghandi. A Capoeira é tudo que eu sou, não tenho palavras para descrever esse amor que sinto! Sou atleta da cidade de Mauá, e sempre participo dos jogos abertos e regionais do qual eu sou tri campeã na categoria meio pesado feminino. Conquistando no total quatro (04) medalhas de ouro e duas (02) de prata. Bailarina do Balé folclórico Filhos de Ghandi e coreógrafa."

Porque está neste projeto:
"Bom, há dois (02) anos eu comecei a perceber de fato a ausência de mulheres na Capoeira, e então hoje eu compreendo o universo machista que é a Capoeira onde poucas mulheres conseguem se destacar. Toda mulher capoeirista merece reconhecimento igualitário, e a forma de conseguirmos é através dos coletivos. O coletivo deste projeto é de grande importância para essa luta, e me interessei fazer parte deste projeto! Axé a todos!"

Teka Peteca



Nome: Tereza Cristina Silva
Apelido na capoeira: Teka Peteca
Nascida: 16/11/1981
Aluna do Grupo Quilombolas de Luz - Professor Gugu / Mestre Paulão
Outra especialidade cultural além da capoeira: Não


Relação com a capoeira:
"Fui mãe de um Capoeira, para depois ser uma capoeira! Estou amando porque me ajudou muito em diversos segmentos da vida."

Porque está neste projeto:
"Amizades dentro da Capoeira."

Jeanne Janja



Nome: Jeanne dos Santos Bernardo
Apelido na capoeira: Janja
Nascida: 04/03/1988
Monitora da Associação de Capoeira Nosso Senhor do Bonfim - CM Zula / Mestre Kauê
Outra especialidade cultural além da capoeira: Maculelê e Jongo


Relação com a capoeira:
"Iniciou a Capoeira aos quinze (15) anos por influência de seu pai. Monitora de Capoeira há dois (02) anos e formada em Educação Física com pós graduação. Atuou como professora no projeto Ginga Social - parceria da FGL e Adidas, de 2012 à 2015, com capoeira e esportes coletivos. Desenvolveu projetos de Capoeira em escolas do Estado. Teve oportunidade de participar do projeto Mulheraça rumo à Londres 2017. Atualmente trabalha com treinamento físico direcionado para mulheres e realiza seus treinos com o Contra Mestre Zula / SP."

Porque está neste projeto:
"A mulher na Capoeira cada vez mais tem conquistado seu espaço e respeito. Além disso, demonstram inteligência, técnica, garra, empoderamento, conhecimento, beleza e amizade. Esse coletivo está repleto de mulheres de altíssimo nível na Capoeira, participando de um novo tempo de construção/desconstrução de preconceitos, colaborando pela transformação, resistência e disseminação da Capoeira de valor, através da amizade, fazendo que nos sentirmos pertencentes e ainda mais motivadas."

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Flávia Paulin



Nome: Flavia Paulin
Apelido na capoeira: Não têm
Nascida: 27/07/1987
Aluna do grupo Aidê Capoeira, Mestrando Azedo
Outra especialidade cultural além da capoeira: Não


Relação com a capoeira:
"Começou quando conheci o Emanuel, hoje meu professor. Tínhamos um rolo e ele começou a dar aula para minha filha, ficava vendo ela treinar e nunca havia me interessado. Certo dia estávamos lá e pedi para ele deixar eu treinar, e claro, ele deixou, foi onde tudo começou. De lá prá cá tudo mudou, conheci pessoas maravilhosas, aprendi a lhe dar com as falsas (é o mais difícil). Não fazia noção do enorme mundo que a capoeira é, pois nunca tinha visto tão de perto tudo isso, sou grata a ele primeiramente que me ensinou e me ensina a cada dia. Grata ao meu mestre por ser o cara mais excepcional que existe, e a DEUS por permitir eu mostrar o pouco que sei."

Porque está neste projeto:
"Sobre participar do coletivo, é maravilhoso poder estar junto com as meninas, estar vendo o esforço de cada uma, e o mais bonito é que não vejo uma sendo individualista, estamos pensando num conjunto e em todas, fazendo tudo pensando em todas, isso é o mais bacana e estou mega feliz por estar fazendo parte disso."

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Emile Kate



Nome: Emile Kate Souza da Silva
Apelido na capoeira: Não têm
Nascida: 14/08/1989
Aluna do grupo Camafeu Capoeira, Mestre Anão e Contra Mestre Sabonete
Outra especialidade cultural além da capoeira: Não


Relação com a capoeira:
"Eu trabalho atualmente como cabeleireira. Comecei me encantando através de amigos e depois comecei a namorar meu marido, que me incentivava bastante a praticar Capoeira. Sempre achei lindo ele jogar, e um dia participei de um batizado e troca de cordas do Grupo Camafeu, comprei minha primeira camiseta de Capoeira e movida pela aquela alegria, dedicação, musicalidade. Tudo aquilo me contagiou a iniciar e querer aprender a Capoeira e me tornar capoeirista. Amei o evento, foi lindo e meu marido me incentivou à iniciar.
A minha lembrança mais marcante foi meu batizado e ter participado dos jogos. Fiquei em terceiro lugar na categoria para iniciantes, E foi tudo no mesmo dia, então o coração explodia de felicidade. Hoje vejo o tão longe que a Capoeira pode me levar."

Porque está neste projeto:
"Pela importância da mulher na Capoeira."

Carol Guará


Nome: Carolina dos Santos
Apelido na capoeira: Guará
Nascida: 20/05/1983
Instrutora do grupo Camafeu Capoeira, Mestre Anão e Contra Mestre Sabonete
Outra especialidade cultural além da capoeira: Não


Relação com a capoeira:
"Iniciei em 1998 na escola Ginga Brasil em SP. Em 2000, meu mestre e CM fundaram a escola Centro Cultural Camafeu onde estive com eles desde o início. Disputei o primeiro campeonato interno Ginga Brasil onde ganhei o primeiro lugar na minha categoria de primeira graduação e entre os anos de 2006 e 2009 disputei campeonatos universitários pela UniSantAnna muito legais. Atualmente sou a segunda graduação de instrutora do Capoeira Camafeu e estou muito contente de fazer parte desta ação."

Porque está neste projeto:
"A interação entre as meninas e os grupos e a divulgação da capoeira pelo mundo!"

Luiza Marruá


Nome: Luiza Aparecida Rocha Silva
Apelido na capoeira: Marruá
Nascida: 02/07/1989
Aluna do grupo Camafeu Capoeira, Mestre Anão e Contra Mestre Sabonete
Outra especialidade cultural além da capoeira: Sou passista na escola de samba paulistana Camisa verde e branco na Barra funda!


Relação com a capoeira:
"Comecei aos doze (12) anos, treinei com o professor Ranzinza do Arte Nacional, que fez minha iniciação e o amor pela capoeira veio de imediato. Não existe arte mais linda no mundo, a Capoeira é universo sem limites. Parei algum tempo de treinar por motivos de trabalho e faculdade, mas nunca me afastei totalmente. Esse ano intensifiquei os treinamentos, fui campeã dos jogos interno do Grupo Camafeu, e passei na seleção de Capoeira para estudar novamente em 2018 na Universidade. A Capoeira só me trás alegrias e é um amor sem fim! "

Porque está neste projeto:
"Conhecer novas culturas, novas pessoas no meio da Capoeira, interagir com as mulheres capoeiristas, ajudar a capoeira a se tornar cada vez maior e mais bem vista."

Lislene Chambinho




Nome: Lislene Rodrigues Silva
Apelido na capoeira: Chambinho
Nascida: 07/07/1999
Aluna do grupo Aruandê Capoeira, Mestrando Tiziu
Outra especialidade cultural além da capoeira: Não


Relação com a capoeira:
"Iniciei a capoeira com quatro (04) anos de idade, treinava com meu pai e mestre, e após isso eu parei até realmente descobrir o que a Capoeira significava para mim. Voltei a treinar no final de 2010 após participar do evento de formatura do meu professor à Contra Mestre e ali me encantei novamente e com doze (12) anos voltei para a Capoeiragem. E estou até hoje. A melhor das experiências é saber que a capoeira vai sempre te acolher em todas as vezes que você voltar. Ela sempre estará ali."

Porque está neste projeto:
"A união das mulheres independente de bandeira. Todas por um ideal e objetivo fortalecendo uma à outra!"

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Feliz 2018


O COLETIVO MULHERES DA GAROA DESEJA A TODXS UM FELIZ 2018


Ações que fecharam o ano!

Mulheres da Garoa na ilha da magia não pára! Mais duas lindas ações fecharam o calendário 2017 do projeto / coletivo de maneira especial:

01 - No dia 03/12 na sede da E.C.Z.C. uma maravilhosa oficina de Maquiagem e turbantes com a Diva Polly Félix e fechamento com o Grupo de Jongo NZungu.
As Mulheres da Garoa esbanjaram beleza, simpatia e empoderamento! #eusou #euposso é o lema dessas guerreiras... As imagens falam por si!






02 - No dia 14/12 na sede do Grupo IDEAL da CM Vermelha, o fechamento das atividades do ano com um super treino ministrado pela CM Vermelha e uma Roda de Vadiação aberta. Não poderia ser diferente: Foi incrível!



E neste mesmo dia abrimos a Primeira rifa do Projeto, onde a ganhadora foi a querida Cíntia Ferrero. Levou para casa um kit de produtos da Indonésia, a Terra da Magia!


Quem em 2018 venham muitas outras ações deste coletivo que chegou para mostrar que lugar de mulher é onde ela quiser!

Boas festas

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

A Primeira grande ação do Projeto - Santos 15/11/17

Mulheres da Garoa na Ilha da Magia: Integração, coletividade e parceria!

O feriado do dia 15 de novembro e a semana da Consciência Negra marcaram o ponta pé inicial do nosso projeto "Mulheres da Garoa na Ilha da Magia", com a realização de um encontro incrível de mulheres capoeiristas de diversas partes da capital e do Estado de São Paulo, em Santos, organizado pela Professora Dani Cavalcante, junto com o Mestrando Azedo, professores e alunos de seu Grupo Aidê Capoeira.
Foi a primeira atividade de integração, que reuniu alunas, professoras e contra mestras de diferentes grupos para um objetivo em comum: construir um coletivo que busque unificar a capoeira, fortalecer o espaço da mulher, trocar aprendizado, fazer amizades, aprofundar relações, e alcançar sonhos.
No Encontro, pudemos viver de tudo um pouco. Movimentações individuias, treino em dupla, com a "ajuda do amigo", roda boa, músicas de arrepiar com a Cláudia Anhuma e sua voz incrível, e música também de autoria da professora Dani, que fez todo mundo cantar.

Ô leva eu... leva!
Pra Capoeira que hoje eu quero vadiar!

Tem muita gente fazendo diferente
E outra gente que só tá fazendo em vão
Na Capoeira a história é referência,
E quem não tem bão completou a missão!

Ô leva eu... leva!
Pra Capoeira que hoje eu quero vadiar!


O Encontro foi a primeira de uma série de atividades que o Coletivo Mulheres da Garoa está realizando para o Projeto. Idealizado pelo Mestre Cacá, da Escola Cultural Zungu Capoeira, com o apoio da sua aluna Pollyana Félix e demais membros, o objetivo é levar um grupo de mulheres capoeiristas de São Paulo para representar esse coletivo em um Encontro Internacional de Capoeira na Indonésia. O projeto inclui a divulgação das ações, visando sempre a integração, participação e o crescimento coletivo e individual de cada participante; um processo seletivo, que selecionará as representantes do grupo; e os movimentos de captação de recursos para viabilizar os custos das passagens das participantes.


Para a professora Dani, "esse primeiro encontro representou uma grande oportunidade para todas desde o início das ações em prol do Projeto. Uma aula com o objetivo de fortalecer a mulher, para que ela ocupe o lugar que é seu e que já existe dentro da Capoeira, com participação e desenvolvimento individual, experiência e aumento de capacitação de todas".
"O coletivo transforma sonho em realidade e novos horizontes! Acredito na seriedade do Projeto sem demagogia e os interesses são de todos! A oportunidade está sendo cedida pela Escola Zungu Capoeira do Mestre Cacá, e cada uma é que saberá como usufruir desse momento! Desde a aluna às formadas, uma experiência única em fazer o que se ama, Capoeira e suas diretrizes em outro país, outra língua, outra Cultura, outro clima. Isso sim é empoderamento! Que todas desenvolvam seu melhor papel e sejam muito bem representadas!", disse Dani.


Professora Dani e o trabalho com idosos

O Encontro foi realizado no Espaço do idoso, local construído pela Prefeitura de Santos, para oferecer serviços de Lazer, Cultura, Esporte e Diversão ao público a partir de 50 anos.
É onde a professora Dani desenvolve seu trabalho de Capoeira com idosos na região. "A Capoeira para os idosos é voltada principalmente para melhorar a qualidade de vida, para que possam continuar ativos em suas atividades diárias. Muitos, quando jovens, praticavam algum tipo de atividade e outros conheceram a Capoeira como primeira atividade física na vida. Melhora a coordenação motora, o cognitivo, equilíbrio, lateralidade e todos os benefícios que a Capoeira proporciona independente da idade. Meu trabalho com eles não se reduz as atividades lúdicas por serem idosos. Eles aprendem e desenvolvem movimentos de Capoeira, cantam, fazem maculelê, samba e sentem o axé como todo bom capoeirista sente! Meu maior orgulho e aprendizado de vida é poder dar aula para eles! Meu aluno mais velho está com 78 anos e não falta em nenhuma aula", conta Dani.


Campanha de arrecadação Mulheres da Garoa

Como parte da campanha do Projeto Mulheres da Garoa na Ilha da Magia, além das atividades programadas (abertas a todos, homens e mulheres, jovens, adultos e crianças), que contam com a colaboração consciente dos participantes, o coletivo está trabalhando também com Rifas e produtos personalizados, como camisetas e canecas, entre outros ainda em produção, para ajudar na campanha de arrecadação de recursos.
Todos podem ajudar! Mestres, professores, alunos, amigos, familiares, empresas públicas e privadas, associações. Todos que queiram ajudar na construção desse coletivo será bem recebido, terá as suas contrapartidas e poderá ter à satisfação de participar desse movimento que está só começando.

PRÓXIMAS AÇÕES
Podem ir se programando! As próximas ações já têm data e local para acontecer:

03 de dezembro das 14h às 18h
- Aula de maquiagem e Oficina de turbantes com a Pollyana Félix
- Oficina de Roda de Jongo com o Grupo N`Zungu
Local: Rua Coronel Diogo, 837 - Aclimação

* Nesta atividade também realizaremos campanha de doação à família Capoeira Guaraúna para reconstrução do espaço de treinos, destruído por uma tempestade. Todos podem colaborar no dia!


14 de dezembro das 20h às 22h
- Treino e Roda com a Contra Mestra Vermelha - Grupo Ideal Capoeira
Local: Sociedade Amigos do Jardim São Nicolau: Rua Georg Riemann, 88 - Jd São Nicolau

* Para todas as duas atividades, contribuição consciente para o projeto!


Texto: Júlia Cruz
Fotos: Vanda Sartori

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Suellen Sereia




Nome: Suellen Rodrigues de Assis Viana
Apelido na capoeira: Sereia
Nascida: 21/11/1991
Monitora do Centro Cultural Aruandê Capoeira, Mestrando Tiziu
Outra especialidade cultural além da capoeira: Atualmente trabalho com artesanatos e tenho conhecimento em Teatro.



Relação com a capoeira:
"Iniciei a capoeira em 03 de setembro de 2003 aos 11 anos de idade com o professor Negão, em um projeto social do meu bairro para a comunidade. Em 24 de outubro o projeto foi assumido pelo professor Coyote do grupo Mãe África na supervisão do Mestre Pica-Pau, permanecendo até 2013 neste trabalho. Em seguida passei a entregar a Escola Capoeira Zâmbiarte na supervisão do Mestrando Tiziu, na época ainda aluna onde dei continuidade e direcionamento das bases que tinha e sou muito grata a meu mestre por todos os ensinamentos e oportunidades, pois graças a isso aprendo a cada dia. Atualmente passamos a integrar a Escola Centro Cultural Aruandê Capoeira, na supervisão do meu mestre. Graças a capoeira conheci meu esposo no mesmo dia que iniciei e hoje damos juntos, seguimento a está paixão em comum e a nossa família que construímos e nossas jóias, nossos dois filhos!"

Porque está neste projeto:
"A ideia em dar oportunidade para a mulher independente de bandeira da escola, a proposta de mostrar a potência real da mulher capoeirista."

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Ellen Nega




Nome: Ellen Priscila da Silva
Apelido na capoeira: Nega
Nascida: 28/01/1983
Aluna do grupo Camafeu Capoeira, Mestre Anão e Contra Mestre Sabonete
Outra especialidade cultural além da capoeira: Só a Capoeira no momento.



Relação com a capoeira:
"Comecei a jogar capoeira no ano de 2000 no grupo Ginga Brasil, com o Mestre Negão (Hoje Cadência Brasil), na supervisão do Mestre Nenê. Peguei duas graduações e engravidei em seguida e acabei afastada devido às dificuldades. Alguns anos depois voltei mas o grupo já estava separado. Fiquei com o CM Sabonete (Já Camafeu) onde estou até hoje. Nunca consegui treinar com constância! Fiquei uns sete (07) anos indo e vindo, parando e retomando, desta forma perdi muitas experiências de manifestações culturais. Meu melhor momento foi acompanhar logo quando comecei, as rodas no Projeto Equilíbrio. Muitos bons capoeiras e naquele tempo o chicote estalava! Devido esses tempos fiz muitas amizades, participei de muitas rodas boas e eventos absorvendo muita coisa boa. Amo demais a Capoeira e luto muito por ela. Fico muito brava quando alguém diminui nossa arte, já compro briga na hora. A Capoeira para mim é minha força, me tirou de buracos e das drogas."

Porque está neste projeto:
"Fico feliz com esse projeto, pois só vem agregar e unir as mulheres da capoeira e dar mais visibilidade e incentivo. Eu estou adorando, nunca fiquei tão perto de tanta Capoeirista, nunca tive nenhuma amiga no grupo para me acompanhar em rodas, pois assim ganho mais experiências ao conviver com essas mulheres de qualidade.Mulheres da Garoa na Indonésia! Eu sou merecedora, mãe, independente, luto pela minha raça e pela minha cultura!"

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Yasmin Navalha



Nome: Yasmin Carvalho Silva
Apelido na capoeira: Navalha
Nascida: 30/04/1997
Instrutora do grupo Liberdade Camará, Contra Mestre Coelho
Outra especialidade cultural além da capoeira: Sou apaixonada pela cultura, uma jovem aprendiz do Maculelê!



Relação com a capoeira:
"Em 2011, quando tinha 14 anos de idade, comecei a treinar capoeira, no grupo de capoeira Moleque Atrevido do Mestre Magrão, o grupo onde meu Pai e minha Mãe fazem parte até hoje. Fui me destacando bastante por causa da facilidade de fazer movimentos. A quatro anos atrás soube pelo Mestre Magrão que iria pegar o cordão de aluna graduada (Corda amarela e azul) e que lá ganharia um apelido de Capoeira. Minha madrinha "Raposa" que hoje faz parte do grupo Simbolo da Paz, Mestre Jô, colocou esse apelido em mim, devido a uma meia-lua que passei em uma formada e todos ao redor vibraram, porque para eles foi lindo ver uma aluna fazendo aquilo. Em 2015 depois que comemorei o meu aniversário de 18 anos no CM Coelho, conversei com o Mestre Magrão e falei que gostaria de conhecer mais o grupo Liberdade Camará. Em seguida conversei com o CM Coelho e lembro até hoje a felicidade dele e de todos, quando soube que eu queria entrar para o grupo. Hoje me formei instutora, graças ao CM Coelho, que sempre me incentivou e sempre pegou no meu pé para eu treinar mais e mais. Esse ano de 2017, foi um ano muito marcante, minha formatura. Só me deu mais força de vontade e me mostrou que é possível chegar onde queremos, basta ter muita dedicação, amor pelo que faz e pensamentos positivos. Aprendi que com a humildade, sabendo chegar e sair, você vai longe, e que a capoeira tem muito a me ensinar."

Porque está neste projeto:
"Essa seleção está unindo mais ainda as mulheres de São Paulo e de outros lugares, juntas estamos lutando para conseguir uma única coisa, levar as mulheres daqui para a Indonésia. Esse trabalho em equipe está cada vez mais me motivando e me mostrando que junto(a)s somos mais fortes. Independente de quem for selecionada para ir para esse lugar maravilhoso, temos que nos orgulhar por ter feito parte desta equipe vencedora. Ver todas essas mulheres juntas, lutando pela mesma coisa, foi o que me motivou mais ainda a participar desta seleção!"

domingo, 5 de novembro de 2017

Jéssica Pitomba



Nome: Jéssica Reis
Apelido na capoeira: Pitomba
Nascida: 05/08/1989
Instrutora do grupo Liberdade Camará
Outra especialidade cultural além da capoeira: A princípio somente a capoeira



Relação com a capoeira:
"Comecei através do meu pai que hoje é mestre e sempre me levava para treinos e rodas de Capoeira."

Porque está neste projeto:
"Conhecer"

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Daniella Cavalcante



Nome: Daniella Cavalcante da Costa
Apelido na capoeira: Dani
Nascida: 14/09/1979
Professora do grupo Aidê Capoeira, Mestrando Azedo
Outra especialidade cultural além da capoeira: Sou formada em Jazz. Fiz dança por muitos anos até o momento que tive que optar entre Dança ou Capoeira. Experiência em Jongo, Samba de roda, Coco, Maculelè, Afro e Frevo!


Relação com a capoeira:
"Daniella Cavalcante da Costa (Professora Dani), 38 anos, residente na cidade de Santos/SP, iniciou a Capoeira em 14/09/1995 (dia do seu aniversário... já levando rasteira!), no grupo Lembrança Negra do Mestre Canhão (Valderi Justino de Souza), Guarujá/SP onde permaneceu por 18 anos. Desde essa data, Professora Dani participou de diversos cursos, Workshop e viagens nacionais e internacionais buscando conhecimento e aprimorando sua capoeiragem. Em alguns dos países onde residiu, como Itália (10 anos), se graduou em Educação física nas leis do País e pôde trabalhar na área fitness administrando aulas de ginástica (aulas de várias modalidades e aspectos) para adultos e terceira idade, aulas de capoeira, maculelê, afro e samba. No Japão, residiu por dois (02) anos, também trabalhou na área cultural e folclórica brasileira, como dançarina e coreógrafa, levando a capoeira em todos os seus espetáculos. Além de uma experiência de um (01) ano na China, onde também pôde divulgar o seu trabalho, viajou outros países como Espanha, Alemanha e França. E dentre tantas viagens, Professora Dani se orgulha em poder ter tido a oportunidade de aprender outras línguas e hoje falar italiano (fluente), japonês (básico), além de ter conhecido mestres importantes no mundo da capoeiragem, trocando experiências com diversos capoeiristas estrangeiros e brasileiros pelo mundo a fora. Atualmente de volta ao Brasil (desde 2013), está novamente fazendo a faculdade de educação física (Pelas leis e burocracia brasileira) continua sua caminhada, com o seu Projeto EDUCAR GINGANDO. Esse projeto tem como intuito além de ensinar a capoeira, em seu aspecto social, cultural e esportivo, também continuar a propagação de línguas estrangeiras no Brasil. É idealizadora do evento NA ONDA DA CAPOEIRA. Hoje faço parte do Centro Cultural Aidê Capoeira, Mestrando Azedo (Eduardo Amaro Gonçalves). Eu e meu mestrando temos uma história de amizade muito forte. Tanto eu como ele começamos na mesma escola Lembrança Negra, onde posso dizer que ele me acompanha desde a minha primeira ginga. Cada um de nós fez sua estrada e nos reencontramos agora fazendo nosso trabalho juntos com os mesmos objetivos em prol da Capoeira.

Porque está neste projeto:
"Acredito na Mulher em tudo que queira fazer! Acredito no espaço igualitário que a capoeira nos dá e nela quero desenvolver meu melhor papel. Toda e qualquer atividade séria que a Capoeira me dá oportunidade eu quero estar. Trabalhos coletivos, troca de experiências, novos aprendizados, novos desafios, isso nos engrandece! O nosso momento "feminino" precisava de uma ação como o Mulheres da Garoa para mostrar essa força! E quem bom fazer parte!"