segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Agata Rosa Negra



Nome: Agata Stefanie Pereira Rosa
Apelido na capoeira: Rosa Negra
Nascida: 11/02/1994
Aluna do Grupo Capoeira Nossa Arte, Mestre Gérson.
Outra especialidade cultural além da capoeira: Samba de roda.


Relação com a capoeira:
"Comecei capoeira no projeto Escola da família aos 9/10 anos, porque minha irmã e a minha mãe achavam bonito. Lá dei meus primeiros passos, fiquei no projeto por quase dois anos. Dois anos depois voltei para a capoeira treinando com o Mestre Gérson (com quem treino até hoje). Voltei para capoeira porque meus pais achavam importante eu fazer uma atividade física e diminuir meu tempo ocioso. Lá com um pouco mais de idade pude me dedicar mais e ais poucos a capoeira foi se tornando fundamental em minha vida. Me ajudou a ser melhor como pessoa e a lutar pelos meus objetivos, conhecer minha origem, viver experiências que sem ela provavelmente eu jamais viveria... A capoeira influenciou na minha escolha profissional e me ajuda a conquistar a tão sonhada formação acadêmica, sendo atleta da universidade na modalidade Capoeira. O que mais amo na capoeira é ela ter espaço para todo mundo, independente do seu objetivo quando resolve ser capoeirista, ela sempre te acolhe e te faz se destacar pelo seu melhor, não precisa ser bom em tudo, só precisa se dedicar a ela e encontrará o melhor caminho para seguir." 

Porque está neste projeto:
" Uma experiência para levar para vida! Poder fazer parte de um coletivo de mulheres num mesmo objetivo, de unir forças, me alegra. A curiosidade e oportunidade de levar a capoeira e ser levada por ela à lugares e culturas diferentes e poder retribuir um pouco do que ela me deu é motivador."

domingo, 29 de outubro de 2017

Hélia Goianinha



Nome: Hélia Cristina Pereira Macedo
Apelido na capoeira: Goianinha
Nascida: 20/04/1976
Aluna do Grupo Senzala do Mestre Flávio Caranguejo
Outra especialidade cultural além da capoeira: Jongo.


Relação com a capoeira:
" A minha relação com a capoeira começou em Salvador ao assistir uma Roda no Mercado Modelo. Ali eu me apaixonei! Retornei de viagem e logo comecei a treinar. Porém, naquela época eu havia sofrido um acidente de moto com rompimento dos ligamentos do braço esquerdo. Não tinha mais força motora alguma nesse membro. Com ajuda dos treinos, fui recuperando gradativamente a força, o que me trouxe muito estímulo. Desde então, nunca mais parei de treinar. Busco, na medida do possível, participar de eventos de Capoeira e Multiculturais em várias cidades do país e também fora dele. Em fevereiro/2016 tive a minha primeira experiência internacional participando do Evento Grupo ONA-RERÊ no Chile. Em junho/2017 participei do evento GRUPO PURA ENERGIA em Portugal, evento GRUPO LEMBRANÇA NEGRA na Itália, evento MULHEREÇA na Inglaterra e evento GRUPO SENZALA na França. Para outubro/2018 almejo participar dos eventos so GRUPO ZUNGU na Indonésia através do Projeto MULHERES DA GAROA NA ILHA DA MAGIA"

Porque está neste projeto:
"Acredito que a minha maior motivação é a paixão que tenho pela Cultura Popular Afro-brasileira e a enorme vontade de me tornar uma disseminadora da nossa Arte Cultura, levando-a além das fronteiras."

Nanny Cigana


Nome: Neryane Almeida dos Santos
Apelido na capoeira: Cigana
Nascida: 22/06/1997
Aluna avançada do Grupo Guaraúna do Professor Buiu (Lenílson)
Outra especialidade cultural além da capoeira: Samba de roda e Maculelê.


Relação com a capoeira:
"Uma relação bem intensa! Comecei a treinar Capoeira com 10 anos de idade na região do Grajaú em uma comunidade, no Grupo Mensageiro Capoeira, com o Professor Buiu por influência de amigas tendo a Capoeira como brincadeira e desde então não parei mais, e hoje, tenho a Capoeira como uma parte de mim. Tenho muitos momentos marcantes, como o momento do Batizado, eventos que realizamos, mais algo que me deixou muito feliz e marcou muito, foi minha viagem para Minas Gerais sem meu professor, com uma aluna iniciante. Nessa viagem consegui ter uma visão diferente, vi quanta responsabilidade tenho e vou ter, vi o quanto a Capoeira é única independente de onde esteja e também reconheci a confiança que meu Mestre tem em mim."

Porque está neste projeto:
"Ser convidada a participar foi a primeira motivação, mais lembrar que ontem eu era uma menininha sem interesse, tendo a Capoeira só como uma brincadeira, criada dentro da favela, e hoje estar indo conhecer outro país representando as Mulheres da Garoa, isso me motiva muito mais! Creio que essa oportunidade irá abrir outras e outras portas, que cada momento junto com uma outra cultura só irá somar no conhecimento de cada mulher presente e as que não estarão presente também." 

Elizabeth Chigo Garibaldinha



Nome: Elizabeth Chigo Barbosa
Apelido na capoeira: Garibaldinha
Idade: 21 anos
Estagiária do Grupo Meninos de Salvador Capoeira do Mestre Garibaldo.
Outra especialidade cultural além da capoeira: Samba de roda


Relação com a capoeira:
"Iniciei em 2012 na capoeira, através de uma amiga que infelizmente não treina mais, no dia 01 de abril de 2012, fui acompanhar um treino para conhecer e me apaixonei. Atualmente sou responsável sob a supervisão do Mestre Garibaldo a ministrar os treinos para as crianças da comunidade do bairro onde resido. O trabalho do Mestre Garibaldo é social desde o início não há custo, pedimos apenas dedicação, respeito à arte e comprometimento. A paixão pela capoeira é tão grande que hoje na minha graduação, pedagogia, pesquiso sobre a capoeira como prática pedagógica e suas contribuições para Educação infantil, questão relacionadas ao ensino de história do Brasil, corporeidade e psicomotricidade."

Porque está neste projeto:
"O projeto vem de encontro com algumas de minhas expectativas profissionais e pessoais, Tenho grande interesse por vivenciar e aprender com novas culturas, pesquisei sobre a Indonésia e fiquei imensamente encantada pelas tradições locais. Em minhas pesquisas percebi o quanto as mulheres do país precisam de apoio para se empoderar e acredito que praticar capoeira é um ato de resistência contra as questões de gênero impostas.
Espero poder contribuir e quem sabe ser uma referência de mulher para algumas meninas e mulheres da Indonésia."

Fernanda Guará



Nome: Fernanda Nascimento Bessa
Apelido na capoeira: Guará
Nascida: 25/06/1997
Graduada do Grupo IDEAL Capoeira da Contra Mestra Vermelha
Outra especialidade cultural além da capoeira: Experiências em algumas manifestações.


Relação com a capoeira:
"Há 10 anos conheci a capoeira através de amigos da minha rua onde eu moro, convidou todas as crianças da rua para irem treinar também e eu era uma delas. O projeto de aulas de capoeira tinha acabado de começar no bairro com a CM Vermelha que na época era graduada ainda. E depois desse primeiro contato com a capoeira eu nunca mais larguei, infelizmente toda aquela molecada foram largando aos poucos, mas posso contar que eu fui uma das únicas que permaneceu no projeto fazendo Capoeira. Comecei com 10 anos de idade e confesso que era apenas um esporte para mim, mas ao passar dos anos vi que a capoeira não era apenas um esporte, e sim uma filosofia de vida, um segmento que nos dá a opção de escolha, de entrar nesse mundo mágico de cabeça e ter experiências que só ela (Capoeira) nos pode proporcionar. A Capoeira fez parte do meu crescimento como pessoa, como mulher, na minha formação, no meu seguimento de vida, ajudou na minha educação, sem ao menos eu ainda não ter dado quase nada de retorno para ela (Capoeira). Ela já me proporcionou tudo isso e acredito que irá me proporcionar muito mais. Ainda sou nova de Capoeira, apenas 10 anos, mas já tive muitas experiências e momentos marcantes com ela, dentro do nosso núcleo já passamos por altos e baixos e quando tudo parecia não ter solução, nossa professora nunca nos largou, mesmo tendo todos os motivos e dificuldades ela acreditou em cada um que treinava no projeto sabendo que seria difícil e talvez não tivesse retorno, ela nunca desistiu deste trabalho, e eu mesmo tão nova vendo isso, tenho esse momento marcante em mim. Além do universo da Capoeira, como também da nossa vida, se não tivermos persistência nas coisas que fazemos e queremos fazer, não teremos resultado nenhum. Hoje ainda treino no mesmo lugar e com a mesma professora, muitas coisas ocorreram durante essa caminhada e no meio dessas vieram parceiros e companheiros que foram esses dois: Instrutor Grilo e Instrutor Alagoas (meus parceiros de caminhada também). Juntos com a CM Vermelha fizeram com que o trabalho crescesse e se fortalecesse nos mantendo até hoje. Hoje com minha persistência e dedicação alcancei o nível de graduada dentro na capoeiragem, e estou em busca da melhoria sempre, ainda tenho muito que aprender e passar por situações, mas isso não será pretexto para eu desistir. Eu escolhi a Capoeira e aos poucos estou vendo que ela me escolheu também. Sou difusora dessa arte também. Eu sou Capoeira! Axé"

Porque está neste projeto:
O que me motivou muito foi a ideia do projeto em unir as pessoas (mulheres) para uma oportunidade de colocar em prática o que cada uma já faz individualmente. Conquistar mais esse espaço. E essa viagem irá nos agregar muita bagagem e também fazer enxergar que sonhos podem ser realizados, não só os dos outros. Oportunidade única que abrirá portas para todos, e viver essa experiência vai ser inexplicável ainda mais fazendo o que mais amamos, difundir nossa Cultura!

Josiane Borboleta



Nome: Josiane Dominoni Gomes
Apelido na capoeira: Borboleta
Nascida: 21/03/1976
Graduada do Grupo C.A.S.A. da Iúna do Professor Feijão
Outra especialidade cultural além da capoeira: Samba de roda, Coco de roda, Frevo e Maculelê.


Relação com a capoeira:
"Eu comecei a capoeira na faculdade (1996), tive a sorte de iniciar com uma professora que me inspirou bastante, lembro que no meu batizado já participei do teatro e da apresentação de Maculelê. O que me atraiu na capoeira foi a energia, a possibilidade de ter um momento só meu, onde eu não precisava pensar em nada. Por muito tempo foi assim, buscava os lugares onde eu podia me sentir bem, interagir com as pessoas. Como eu fui meio nômade, acabei treinando com diferentes professores e diferentes grupos. Também fiquei afastada um período por conta de uma cirurgia no joelho e gravidez. Conheci meu marido na capoeira, meu filho nasceu na capoeira. A capoeira para mim é transformação, é necessidade de adaptação, é sair da zona de conforto, é ver além, é provocar mudanças, é construir pontes, é gerar energia positiva! Depois de 17 anos no mundo corporativo, fui desligada (fev/2016) e resolvi assumir outro papel na capoeira, nesse período muita coisa aconteceu, as fichas ainda estão caindo mas acredito que tenho um papel e uma responsabilidade com a capoeira, não dá mais para ser apenas um hobby, é hora de arregaçar as mangas e trabalhar! Minhas conquistas nesse período foi estruturar o trabalho da CASA da Iúna em Jundiaí, ajudar a viabilizar a ida do grupo de capoeiristas para Londres no evento Mulheraça, o intercâmbio cultural na Alemanha e a participação no coletivo de mulheres capoeiristas de Jundiaí e região".

Porque está neste projeto:
"Achei a proposta incrível, participar de um grupo que busca o coletivo, o engajamento das mulheres em parceria com os homens, a possibilidade de troca, novas vivências e experiências. Viajar é maravilhoso por si só, ter a oportunidade de viajar para um país onde a cultura é totalmente diferente da nossa, com a capoeira e a cultura brasileira como ferramenta é incrível! Imagino o quanto traremos de bagagem e o quanto deixaremos de nós por lá. O fato de poder contribuir com a minha experiência e ajudar o grupo na realização de um objetivo maior e ver a forã do coletivo em ação para mim é um resultado sensacional!"

Pamela Pequena



Nome: Pamela Cristina Almeida Silva
Apelido na capoeira: Pequena
Nascida: 26/05/1991
Aluna avançada do Grupo Guaraúna do Professor Buiu (Lenílson)
Outra especialidade cultural além da capoeira: Maculele



Relação com a capoeira:
"Conheci a capoeira quando tinha apenas 5 anos de idade, junto aos meus pais que também praticavam. Uma chama acesa à 22 anos atrás, que jamais se apagou. Entrei no Guaraúna em 2011, onde minha perspectiva para a capoeira mudou totalmente. Sempre morei em comunidade, mas nunca vi o grande "caos" em que vivia, e que a capoeira poderia ser ferramenta: de inclusão social; de educação; de formação de cidadãos; que poderia ser ferramenta para levar alegria; que poderia alimentar crianças famintas, que poderia tirar crianças, jovens e adultos da vida do crime. Enfim vários aspectos que eu só tive a oportunidade de conhecer após entrar no grupo Guaraúna, grande respeito com meu Mestre que me ensinou os primeiros passos e meus pais. Hoje junto com meu Professor e todo grupo atendemos semanalmente cerva de 230 pessoas aqui na Região sul de São Paulo. Capoeira para mim está muito além dos bons cantadores, jogadores, ou tocadores, capoeira é viva, ela move, ela nos transforma, ela vibra, ela alimenta alma, corpo e mente. É por isso que vivo por ela, que amo estar nos guetos/comunidades por ela, e não trocaria minha vida ou esta arte por nenhuma outra. "Capoeira é tudo que a boca come e mais um pouco"."

Porque está neste projeto:
"A oportunidade de conhecer novas pessoas, e de firmar as amizades que já conheço, o desafio do trabalho em equipe, a oportunidade de aprender mais e mais sobre a capoeira, e ser exemplo para as crianças, jovens e adolescentes que acompanho e que estão começando agora na capoeira, que a capoeira além de transformar vidas pode te levar para conhecer o mundo inteiro."